Lucas [...] foi levado a Cristo e, em Jesus [...] encontrou o indivíduo que era a realização de todos os seus sonhos e que, por meio de Sua grandeza, destruiu o molde do pensamento grego, pois esse era demasiadamente pequeno para contê-Lo. O Evangelho de Lucas nos apresenta a pessoa de Jesus a partir desse ponto de vista, como aquele que cumpre o ideal de suprema e absoluta perfeição. Na minha opinião, e afirmo sem hesitar, Mateus não poderia ter escrito a partir desse ponto de vista; Marcos, sem dúvida, também não poderia tê-lo feito, tampouco João. Todos referiram-se aos mesmos fatos históricos e escreveram sobre a mesma pessoa; mas homens diferentes, escolhidos pelo Espírito Santo, viram aspectos diferentes da verdade. No Evangelho de Lucas, portanto, temos os escritos de um grego, culto, educado, refinado, cuja visão de mundo era impregnada do idealismo grego; temos esse grego vindo a Cristo e, em Cristo, encontrando aquele que cumpria o que havia de mais elevado em seus pensamentos antes de haver conhecido o Senhor, e que corrigia e, ao mesmo tempo, destruía tudo o que era falso em sua antiga maneira de pensar. Esse é o homem que escreve esta história que encontramos no Evangelho de Lucas.
Clássicos da Literatura Cristã